segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres e a Previdência

Mulheres detêm 44% dos planos de previdência. Há cinco anos, a participação das mulheres era de apenas 35%

"Como toda mulher, eu adoro consumir e, para controlar os gastos e conseguir poupar, decidi fazer um plano de previdência que debita um valor mensal automaticamente da minha conta". A solução é da pedagoga Ellen Bernardo, de 35 anos, que adquiriu um plano de previdência privada há dois anos.

Mãe de dois filhos, Vítor, de seis anos, e Luís Felipe, de três, Ellen conta que decidiu aderir ao plano de poupar quando seu marido pediu o divórcio. "Vi que eu precisava pensar no meu futuro e não só no do meu casamento e de meus filhos", diz.

Números da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) comprovam que, assim como ocorreu com Ellen, o interesse feminino em planejar o futuro cresce a cada ano. Hoje, 44% dos 13 milhões de planos de previdência privada ativos no País são de mulheres. Em 2000, dos cerca de 5 milhões de planos, 35% eram do público feminino.

"A tendência é ter cada vez mais mulheres na previdência, sobretudo se levarmos em conta que hoje, segundo o IBGE, 35% dos lares brasileiros são sustentados pelas senhoras", prevê Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi.

A consolidação econômica feminina também é apontada por outros especialistas como o fator que tende a impulsionar a participação delas no mercado de previdência complementar. "Cada vez mais as mulheres têm a sua própria renda. Isso, somado ao fato de elas serem organizadas e comprometidas, naturalmente aumentará o interesse em poupar", acredita Dora Ramos, diretora da assessoria contábil Fharos.

A expectativa de o público feminino atuar cada vez mais na administração financeira fez o Santander criar o Projeto Mulher. "Entre os produtos voltados ao público feminino, temos a Previ Mulher, que é o carro-chefe", conta Sinara Figueiredo, superintende de investimentos do banco.

Entre os bancos de varejo (como Itaú Unibanco, Bradesco, HSBC, Banco do Brasil), o Santander é o único que tem planos de previdência direcionados exclusivamente às mulheres.

As aplicações mensais, que terão condições especiais em março (mês do dia da mulher) na Previ Mulher, são de no mínimo R$ 100, com taxa de carregamento de 2% e de administração também de 2% sobre o valor investido.

Na Brasilprev, uma das maiores companhias de previdência privada e que trabalha sob a bandeira do Banco do Brasil, dos 1,19 milhão de clientes da empresa, 43% são do sexo feminino. Outros números da empresa indicam que o público feminino adquire planos de previdência complementar mais cedo do que os homens.

"Das nossas clientes mulheres, 44% têm até 30 anos. Da clientela masculina, esse porcentual cai para 37%", conta José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de operações e produtos da Brasilprev. Para o executivo, essa diferença revela a maior consciência delas sobre a necessidade do planejamento financeiro de longo prazo.

Vaz Guimarães ressalta, porém, que o valor mensal de recursos apostados pela mulher é de R$ 190. Por outro lado, os homens aportam, em média, R$ 236.

Russo, da Fenaprevi, esclarece que o perfil das mulheres investidoras ainda é, em sua maioria, conservador. "Isso explica o investimento menor ao mês."

PERFIL CONSERVADOR

Hoje, 43% dos investimentos de risco no mercado nacional são feitos por mulheres, segundo números da Fenaprevi. Em 2005, esse porcentual era de apenas 17%.

"A mulher está aprendendo a investir e deve se tornar cada vez mais arrojada nas finanças", diz Dora. Ela afirma que ainda há uma certa timidez entre as mulheres para iniciar aplicações mais agressivas. "Este ainda é um mercado masculino, por isso, muitas vezes as mulheres ficam constrangidas em iniciar aplicações e tirar dúvidas."

Carolina de Mola, diretora das áreas de Vida e Previdência da SulAmérica, destaca que a mulher é responsável em "prover a segurança familiar", fato que também pesa na hora de escolher o tipo de investimento que ela fará. "Portanto, longo prazo e conservadorismo ainda são características fortes no tipo de aporte feminino."

QUANTO INVESTIR?

Para decidir quanto investir por mês em um planejamento de longo prazo, especialistas em finanças pessoais indicam que, em primeiro lugar, seja elaborado um plano de negócios. "Deve-se somar todos os gastos pessoais, como prestações, contas, cartões de crédito, gasolina, lazer e, assim, se planejar com o salário que receberá no mês", explica Dora Ramos.

Carolina salienta que é preciso pôr no papel todos os gastos diários. "Nada pode escapar, nem o cafezinho", frisa a diretora da Sul América.

Após a soma dos gastos, é preciso fazer a subtração com o valor total líquido da renda mensal. Depois disso, pode-se definir quanto será aplicado.

Russo, da Fenaprevi, sugere ainda que o plano de previdência seja colocado no débito automático para que não haja chance de a mulher esquecer de efetuar o pagamento ou gastar o dinheiro que deve ser aplicado. Dora concorda. "É como se você estivesse pagando uma dívida com a sua felicidade no futuro", ilustra a especialista em finanças.

Fonte: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Compras no Supermercado

Como fazer Compras no Supermercado Economizando Tempo e Dinheiro
São as duas coisas que mais gostaríamos de fazer: economizar dinheiro sem perder tempo. Mas a prática mostra que quando queremos economizar dinheiro às vezes precisamos dispor mais do nosso tempo, e o inverso: se queremos ganhar tempo, acabamos pagando mais caro pelo que queremos.

AO SAIR PARA AS COMPRAS, JÁ TER EM MAOS UM PLANEJAMENTO TOTAL
Precisamos ter o hábito de tomar as decisões em casa, antes de sair. Ou seja, dentro do mercado não tomamos decisões porque no nosso plano já estão definidos: locais das compras, o que vamos comprar e quanto. O ponto de partida será o que vamos comer durante a semana. Em seguida faremos a lista de compras.

Ganhamos tempo porque não tendo a lista, poderíamos esquecer algum produto e ter de voltar novamente e evita de você pegar produtos que não constam da lista. Economizamos dinheiro e ganhamos tempo. Organize a sua lista dividindo-a por lojas onde vamos comprar, e também mesmo dentro de um mesmo mercado, separar os produtos por seções, o que evita de ficarmos dando voltas no mercado. Não se esqueça de se alimentar antes de sair às compras.

OPÇÃO PELO PREÇO MAIS EM CONTA
Não se iludir com preços mais baratos quando você compra em pacotes ou dúzias. Às vezes precisamos somente de um ou dois. Então, mesmo que o preço unitário seja mais caro, muitas vezes e’ melhor do que os pacotes grandes que não vamos usar.

Fujir das marcas mais caras. Nem sempre as melhores marcas são as melhores. Marcas famosas custam mais caro. Então experimente levar um produto alternativo e experimente. Pode ser tão bom quanto aquela marca famosa. Ao comprar frutas, legumes, verduras e hortaliças, estar sempre atento se é temporada de colheita. Muitas vezes o preço pode estar nas alturas porque esta’ fora de época ou o produto encarece porque a safra não foi boa.

SE POSSÍVEL, DEIXE AS CRIANÇAS EM CASA.
Seria bom se você pudesse deixar as crianças em casa ao sair para fazer suas compra de alimentos, porque levar as crianças juntos ao mercado, vai aumentar as suas compras e sair caro. Mas se não tiver outra solução, fazer o que?

Mesmo assim, combine com as crianças, o que pode e o que não pode. Como opção pode falar a eles que podem pegar um produto a escolha deles. Melhor do que nada. E já que eles querem ir juntos, combinar com eles, sobre ajudar a pegar coisas no supermercado, carregar as sacolas no carro e depois ajudar na descarga do carro ao chegar a casa.

COMPRAR MAIS INGREDIENTES DO QUE ALIMENTOS JÁ SEMI-PRONTOS
Hoje, muitos produtos que antigamente se fazia em casa, encontramos já semi-prontos a venda nas prateleiras do supermercado. Ex hambúrguer, lanches, pasteis, lasanhas, macarrão, molho de tomate, temperos prontos, pão, bolos, bolachas, feijoadas, sucos de frutas, uma infinidade de produtos. Tudo isto porque as pessoas hoje têm pressa e às vezes falta de tempo para preparar aquele alimento desde o começo.

Mas a vantagem de preparar o alimento na nossa casa é fazer de uma maneira mais gostosa, ao nosso gosto e principalmente mais saudável.

Então, quando possível, vamos preparar o alimento como antigamente e comprar os ingredientes para fazê-lo, ao invés de comprar já o alimento semi-pronto.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Número de golpes de seguros cresce 43,2%

Foram 1.832 em 2009, metade deles no Estado de São Paulo; vítimas são atraídas por vantagens e podem ser enganadas de várias maneiras

Os golpes envolvendo seguros - de vida, residencial ou de veículos - cresceram 43,2% entre 2008 e 2009. A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão público responsável pela fiscalização e controle do setor, recebeu 1.832 denúncias de vítimas de falsos corretores no ano passado.

O Estado de São Paulo responde por 50% desse fluxo de golpes e denúncias, segundo o Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP). A alta dos golpes fica evidenciada também pelo número de corretores com registro cassado, que subiu de 31 em 2008 para 42 no ano passado no Estado. "Esse é um número baixo se comparado à base de 28 mil corretores que existem no Estado, mas alto se comparado à média de uma ou duas cassações por ano, que tínhamos até 2000", diz Leôncio de Arruda, presidente do Sincor-SP.

Segundo Arruda, em geral os golpistas têm conhecimento do mercado. "São ex-funcionários de seguradoras e pessoas ligadas ao mercado, que sabem qual é a abordagem com o cliente", afirma. O elemento comum a todos os golpes são sempre as vantagens oferecidas à vítima. Saldos a receber, prêmios especiais e preços muito abaixo dos praticados no mercado são as principais características das fraudes com seguros.

A coordenadora de atendimento da Susep, Glória Barbosa da Silva, diz que o golpe mais aplicado é aquele em que falsos corretores ligam para as vítimas e dizem que elas têm algum valor a receber da seguradora, mas que, para isso, precisam fazer um depósito para a suposta seguradora. "As principais vítimas são aposentados e pessoas idosas, que são mais crédulas", diz. Viúvas e pessoas com menos experiência em seguros também são alvos preferenciais dos golpistas.

O contato é feito por e-mail e por carta, supostamente de uma seguradora ou até plano de previdência privada. Em alguns casos, o criminoso mostra que tem dados pessoais da vítima, como RG, endereço e nome completo, para conquistar sua confiança.

Há também casos em que falsos corretores se aproximam das vítimas com documentação falsa, inclusive carteirinhas falsificadas da Susep e formulários de apólices. "Nesse caso, o cliente paga pelo seguro e não consegue mais localizar o corretor", diz Arruda.

Em alguns casos, o golpista vende um seguro legítimo à vista, mas repassa à seguradora apenas o valor referente à primeira parcela do ano. Quando a vítima percebe, já perdeu o seguro, por falta de pagamento das parcelas seguintes. Em outro golpe, o falso corretor chega a vender um seguro, mas com uma cobertura menor ou diferente da combinada. "Existem casos de pessoas que pagam por seguros de vida, mas contratam, na verdade, seguros de acidentes pessoais."

FISCALIZAÇÃO

O combate à fraude é dificultado porque os golpistas são cautelosos. "É muito difícil provar esse tipo de golpe, porque os fraudadores tomam precauções para não serem rastreados, só usam celular e e-mails como forma de comunicação", diz Danilo Sobreira, assistente da diretoria da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor).

A principal arma do consumidor é a informação. "Quando alguém oferecer um seguro com descontos acima de 40% do valor do mercado, desconfie", recomenda Arruda. Outra dica que ele dá é em relação à abordagem do golpista. "Se alguém diz que é corretor de determinada seguradora já é golpe, porque o corretor não pode ser vinculado a uma seguradora."

fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Seguro de Roubo

Num País onde a incidência dos roubos e furtos cresce consistentemente, o seguro se torna uma ferramenta importante, não por evitar a ocorrência dos delitos, mas por atenuar as perdas materiais decorrentes deles.

É impressionante como as estatísticas, mês após mês, apontam o aumento das ações criminosas contra o patrimônio. A diferença entre roubo e furto é que o roubo é cometido com grave ameaça contra a vítima, enquanto no furto a violência é indireta, ou até mesmo inexistente, como ocorre no furto simples.

Os seguros de roubo residencial cobrem roubo e furto qualificado. O furto simples é excluído das coberturas em virtude de suas características impedirem a seguradora de verificar a ocorrência ou não da ação dolosa contra o segurado. Na medida em que o furto simples se caracteriza pelo desaparecimento de um bem, sem qualquer sinal de violência para a consumação do ato, dar cobertura para essa modalidade de furto seria incentivar a fraude contra o seguro, já que bastaria ao segurado informar que um determinado objeto segurado foi furtado (ele não sabe como, nem quando) para a indenização ser devida, ainda que sem vestígio da ação do criminoso.

Ao restringir a garantia do seguro aos casos de furto qualificado e roubo, a apólice está protegendo o mútuo, já que a constatação desses delitos é muito mais fácil de ser feita, porque são crimes que deixam marcas, atestando sua ocorrência.

Como resultado do aumento dos casos de furto e roubo residenciais, as seguradoras estão dificultando a comercialização das apólices que cobrem esses sinistros.

Seja pela simples negativa da proposta de seguro, seja pela cobrança de prêmios elevados, elas vêm evitando aceitar esse risco, na tentativa de preservar sua sinistralidade em patamares razoáveis.

Nem poderia ser diferente. Uma seguradora é uma sociedade anônima, o que faz com que, independentemente de sua missão de protetora do patrimônio social, elas tenham de dar lucro para remunerar o capital investido pelos acionistas.

Aceitar indistintamente seguros contra roubo e furto qualificado seria uma temeridade administrativa e os gestores da empresa seriam rapidamente substituídos se assim o fizessem.

Quando se pensa que apenas uma parte ínfima das ocorrências são solucionadas pela polícia, ao ponto de as vítimas invariavelmente nem sequer apresentarem queixa, fica claro o porquê de as seguradoras terem aversão a esse risco.

Aliás, não é por outra razão que as apólices de seguros de transportes rodoviários estão cada dia mais caras e mais difíceis de serem contratadas. A incidência de roubos e furtos faz com elas atraiam cada vez menos companhias se seguros.

SEGURO RESIDENCIAL

O seguro de roubo residencial tem algumas tipicidades importantes para sua contratação. Ele tem garantia para o risco da residência habitual, com eventuais diferenças entre apartamentos e casas, e tem cobertura para residências de fim de semana, com as mesmas eventuais diferenças entre casa e apartamento.

É um seguro cujas condições precisam ser lidas com cuidado para evitar contratar uma cobertura que não se aplica ao risco que se pretende segurar. As apólices não são padronizadas e cada companhia escreve seu clausulado de acordo com sua política de aceitação de riscos, o que faz com que as garantias variem muito de seguradora para seguradora.

Grosso modo, as apólices têm três grandes grupos de garantias, cada um com um limite máximo de indenização. O primeiro cobre os objetos comuns, para os quais, em função do valor unitário, as probabilidades de serem furtados ou roubados são baixas. O segundo garante bens de valor expressivo ou que por sua natureza atraiam a atenção dos bandidos. Esses bens precisam ser relacionados individualmente. E o terceiro garante o reparo dos danos físicos ao imóvel causados pelos assaltantes para cometer o crime.

Como nas férias os roubos e furtos aumentam, pense se não é bom procurar um corretor de seguros e proteger o bolso contra parte das perdas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dicas para Cortar Gastos Desnecessários


TV a cabo ou satélite
Verifique se você está usando e aproveitando bem o valor que paga pela TV a cabo. Pode ser que no início quando você fez o contrato, você utilizou e desfrutou bastante. Mas a nossa vida sofre mudanças e pode ser que hoje você e sua família já não estejam usufruindo tanto quanto no início do contrato. Precisamos fazer uma análise para ver se está valendo a pena, se não é um gasto supérfluo ou escolher outras formas mais baratas de assistir programas ou filmes.  Você pode por exemplo, assistir programas pela internet, pelo You Tube, Globo.com, TV UOL, etc. Dá um pouco de trabalho mas não tenha dúvida de que economizamos dinheiro.

Assinatura de revistas ou jornais
A mesma coisa pode acontecer com os jornais e revistas. Será que estamos tendo tempo para ler direito o conteúdo do que estamos assinando? Vamos avaliar e cortar o que não precisamos. Hoje também podemos ter acesso às notícias e informações através da internet sem custo adicional.

Procure pagar as suas contas antes do prazo de vencimento
Quando vence o prazo de pagamento será cobrado juros de atraso, ou ainda, quando ele é descontado da sua conta bancária e na conta não tem saldo, estará sendo cobrado os juros sobre o saldo devedor, que poderá ser maior do que os juros por atraso. Então não vamos descuidar de nenhum dos dois.

Controle o dinheiro gasto nas refeições fora de casa
Muitas pessoas têm o hábito de comer fora, às vezes pela praticidade, às vezes porque prefere comer com os amigos do que dizer que trouxe de casa. Imagine quanto nós não poderíamos economizar levando o almoço de casa? Um dia ou dois não faz diferença, mas se você colocar no papel (planilha) o quanto que você gasta por ano, este valor é de impressionar. Existem pessoas que também além do almoço, fazem lanches, compram doces, sorvetes, sucos e ainda por cima também acabam indo num restaurante à noite. É um valor que durante um ano nem imaginamos. Experimente fazer a conta lançando na planilha e depois você vai perceber quanto estamos gastando comendo fora. Isto sem falar no caso de casais em que os dois fazem a mesma coisa. A despesa é duas vezes maior.

Não compre produtos apenas pela marca
As marcas mais famosas custam mais caro mas hoje já existem produtos similares, tão bons quanto os mais conhecidos. Com a concorrência acirrada estão surgindo produtos bons e mais baratos, então procure experimentar produtos menos conhecidos. Em breve você vai estar consumindo produtos bons e mais baratos. Isto vai diminuir os gastos que você tem hoje no supermercado.

Procurar utilizar o que já tem na sua casa antes de comprar novamente
Isto tanto em relação a objetos como também em relação a alimentos. Quando a nossa casa e nossa geladeira e despensa estão em ordem, sabemos o que realmente ainda temos e evita de comprar coisas repetidas. O que acontece muito com a gente é que quando precisamos de algo, temos preguiça de procurar e logo já saímos para comprar, quando na verdade ele está lá em algum canto da casa.

A mesma coisa acontece com os alimentos. Sem fazer um planejamento, vamos ao mercado para comprar um item apenas, voltamos com o carrinho cheio, não fazemos um planejamento do que vamos cozinhar e aquele alimento que estava na geladeira, acaba estragando porque só comemos o que é mais gostoso. Aquele que estava na fila de espera, que seria a próxima refeição acaba estragando e por final, dentro da lixeira. É o desperdício de comida que acontece não só no Brasil como em vários países do mundo. Só não acontece em países que tem menos condições econômicas onde inclusive pessoas passam fome e também morrem de fome.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Por que Você Precisa de um Fundo de Emergência

O inesperado ocorre em nossas vidas, queira ou não. É por isso que precisamos de um fundo de emergência. O melhor que você pode fazer é se preparar para situações de emergência que requerem dinheiro extra. Ter um fundo de emergência é a solução ideal.

Emergências financeiras podem vir na forma de uma perda de emprego, despesas médicas altas, em consertos de casa, carro ou algo que você nunca imaginou. A última coisa que você deve fazer é depender de cartões de crédito ou empréstimos, o que irão simplesmente aumentar o problema.

Quanto dinheiro deve ser seu fundo de emergência?

A maioria dos especialistas concorda que você deve ter o equivalente a três e seis meses de despesas reservados em seu fundo de emergência. Dependendo da sua situação, dívidas e se não tiver filhos esse montante pode ser diferente.

O motivo pelos três a seis meses de despesas citado acima é que a razão mais comum para a necessidade de um fundo de emergência é uma súbita perda de renda. Mesmo que você ou seu cônjuge perca emprego, você ainda terá contas a pagar; pode também levar alguns meses para encontrar um novo emprego. É melhor planejar se preparando para a pior situação possível. Desta maneira emergências pequenas, como conserto da geladeira, serão facilmente cobertas.

Comece Aos Poucos

Se você atualmente não tem um fundo de emergência ou tem dificuldade para poupar dinheiro, comece aos poucos. Vai perceber que até mesmo para acumular o equivalente a um mês de gastos vai demorar algum tempo, muito menos três a seis meses. Se definir suas metas iniciais para começar pequeno e ao poucos, você terá uma melhor chance de alcançá-los.

A melhor maneira de começar, provavelmente, será através do banco. Abra uma nova conta de poupança, se atualmente não tiver uma e comece a economizar. O próximo passo é adquirir o hábito de fazer depósitos regulares em sua conta. Independente de ser semanal, quinzenal ou mensalmente, crie um e cumpra-o a risca. Depois que o depósito se tornar "automático", você não terá mais que pensar nisso.

Se você sente que é difícil começar a guardar dinheiro simplesmente comecer com uma pequena quantia. Talvez você comece com 10 reais por semana. Enquanto isso não seja algo que irá acumular rapidamente, o importante é começar a separar algo e torná-lo um hábito. Depois de algumas semanas você não vai notar que os 10 reais fazem falta e assim você aumentar essa quantia para 15 ou 20 reais após um mês. Você vai começar a se acostumar com essa "falta" de dinheiro e poderá aumenta-la aos poucos.

Onde manter seu fundo de emergência?

Você deve começar com uma conta poupança porque é simples de usar e não custa nada. O fator conveniência é o que é importante quando começar. Na medida que a sua conta crescer você naturalmente vai querer uma conta que pode ganhar juros razoáveis, para que o seu dinheiro trabalhe para você.

É importante manter este fundo de emergência em uma aplicação bastante líquida (isto é, que possa ser convertida em dinheiro rapidamente) para que você tenha acesso ao dinheiro em caso de uma emergência. Este dinheiro não deve estar amarrado em ações ou fundos mútuos porque a volatilidade do mercado pode levar a perder dinheiro a longo prazo.